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Modelo de Regeneração
A Escola Rural de Artes e a Floresta do Povo representam uma dupla abordagem regenerativa. Ao operar na intersecção entre o Restauro Ecológico e a Preservação Cultural, o projecto responde ao declínio simultâneo da biodiversidade e dos saberes tradicionais na Península Ibérica. É, portanto, uma oportunidade única, não só de garantir que 24 hectares de território selvagem, no Centro de Portugal, são permanentemente protegidos, mas também de estabelecer um centro de preservação cultural e artística de renome mundial.
Restauro Ecológico
Restauro de 24 hectares de território selvagem que albergam espécies como veado, águias e outras aves, javalis, insetos polinizadores, entre tantos outros. A abordagem segue os princípios da Assisted Natural Regeneration (ANR), centrada na regeneração dos solos, aumento da retenção de água e desenvolvimento de “Aceiros Verdes” para mitigar o risco de incêndios florestais, criando corredores ecológicos e operando segundo um modelo de guarda e proteção do território.
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Preservação Cultural
A Escola Rural de Artes irá preservar artes e ofícios tradicionais em risco. Ao integrar a transmissão intergeracional de conhecimento com uma direcção artística de excelência, num contexto ecologicamente relevante, a Escola promoverá uma economia circular onde os estudantes aprendem a trabalhar em harmonia com os recursos naturais. A Escola Rural de Artes proporcionará estabilidade económica ao projecto, uma vez que, a par do envolvimento de artesãos locais, irá atrair de estudantes e professores internacionais para uma região rural marginalizada.
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Modelo Operacional
O projecto tem uma abordagem dupla, concebido como uma “Sala de Aula Viva” onde a preservação e rewilding da terra interagem com a promoção das artes e ofícios locais. O projecto será direcionada para stakeholders locais, nacionais e internacionais. O modelo operacional será igualmente replicado numa plataforma digital, aumentando assim o alcance do projecto e mitigando os riscos inerentes à existência de um único espaço físico.
Eixo 1 – Espaço Físico | Guarda do Território – actividades presenciais
Pacote Gold – experiências premium, nas quais os participantes têm acesso privilegiado a professores e infraestruturas.
Pacote Silver – actividades educativas e comunitárias acessíveis, com custos operacionais reduzidos.
Pacote Bronze – experiências e produtos de baixo custo e “nível de admissão”, destinados à criação e expansão do público-alvo.
Eixo 2 – Espaço Digital | Resiliência
Oferta online estruturada em diferentes níveis, espelhando as actividades do Eixo 1 e os pacotes bronze, silver e gold. Este Eixo estimulará um fluxo de interesse alargado e global através de newsletters gratuitas, webinars introdutórios e conteúdos vídeo.
Receitas Operacionais
Uma vez realizados os investimentos iniciais, o projecto assegura a sua solvência através de:
Propinas, Workshops e Retiros: estudantes nacionais e internacionais.
Acolhimento Regenerativo: estadias em “casas elementares” construídas com materiais locais e técnicas artesanais sustentáveis.
Exposições Públicas: uma série bienal de exposições apresentando trabalhos de artistas convidados.
Online: cursos, experiências e retiros digitais.
Membros e Subscrições: para os Eixos 1 e 2.
Produtos: venda de peças artesanais e artísticas de elevado valor, bem como produtos sazonais e livros.
Fundos e Subsídios: o projecto recorrerá a programas de financiamento cultural e ambiental enquadrados com os seus princípios e objetivos. Existem vários apoios disponíveis em Portugal destinados à melhoria ambiental e à promoção cultural.
Programa Educativo
A Escola Rural de Artes funcionará também como dínamo operacional, garantindo que o projecto não seja apenas uma reserva natural “passiva”, mas sim um património cultural “vivo”. Todos os programas procurarão criar pontes entre uma população local envelhecida, mas detentora do conhecimento, e uma nova geração de criadores e pensadores.
Ofícios: carpintaria manual, metalurgia, cantaria tradicional, arquitectura tradicional e artes têxteis.
Artes Visuais: cinema, imagem em movimento e fotografia.
Terra: medicina ervanária, rewilding e agricultura regenerativa.
Cultura: programação sazonal alinhada com tradições locais, como a apanha da azeitona (Outubro) e o festival dos míscaros (Novembro).
Todos os programas serão criados em conjunto com parceiros e redes locais e nacionais, promovendo uma programação enraizada no lugar e uma participação activa das comunidades.
Parcerias Locais
Aldeia dos Girassóis – redes comunitárias, participação e apoio à angariação de fundos.
Casa da Poesia, na Póvoa de Atalaia – programação cultural local.
Cova da Beira Converge – redes de agricultura biológica e produção cooperativa local
White Stone Association – rede local para a regeneração e gestão da terra.
Com o apoio das nossas redes, já iniciámos a pesquisa de programas de financiamento para o período pós-2026. Entre as possibilidades identificadas encontram-se: Portugal 2030, CIMBSE, Agência de Desenvolvimento Rural e Interreg V Sudoe.